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domingo, outubro 17

Decomposição do Bloco Vermelho

Na Maré do Povo... A Vitória, foi o slogan do primeiro cartaz do Partido Comunista Português, a 11 de Agosto de 1974, 30 anos volvidos o partido comunista luta para não se afundar na maré.
  1. Partido que se serviu de palavras como liberdade, luta, democracia para no seio do povo atingir uma maturidade, maturidade essa nunca estável , talvez pelas suas ideologias rudimentares, ou pelo medo daquilo que se passou a leste, o PCP nunca conseguiu ser um partido jovem e saudável. Com a perda do seu líder, Carlos Carvalhas cuja imagem já apresentava um desgaste pela sua persistente balbúcie, chegou a hora de importantes decisões, a escolha do novo sucessor será mais do que nunca, a escolha do futuro, de um partido que luta contra a extinção.
  2. Independentemente da precisão cirúrgica da escolha do novo Secretário Geral, o PCP neste momento depende de dois grupos internos distintos; Os Conservadores e Os Reformadores, mas ambas as hipóteses conduzem ao precipício.

Então surge-nos a primeira hipótese a escolha de um líder Conservador, alguém fiel às velhas raízes do partido, então nada será diferente o PCP continuará em perda, perda essa significativa, ou não se tenha já visto que em todos os actos eleitorais o PCP está em perda de peso eleitoral, teremos então um PCP doente, inofensivo e reduzido a um núcleo central de resistentes.
A segunda hipótese essa prende-se com a escolha de um Reformador, alguém mais liberal, que o seu principal objectivo é o de reformar o PCP, as consequências essas, serão a rápida mas menos dolorosa morte do velho PCP, porque com novas ideologias, nova cara, não faz qualquer sentido continuar-se com o nome PCP.

O futuro esse, tudo nos dirá!

[David Ponte]