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quinta-feira, novembro 11

Em Busca do Paraíso Perdido!

O meu primeiro raciocínio do dia de hoje, baseou-se com o desemprego em Portugal, ao qual cheguei a uma rápida, rudimentar mas pertinente conclusão, que em fluente linguagem se reduz;

  1. Pensava a mentalidade antiga, que independentemente das dificuldades dos tempos, e onde a fome era um factor sempre presente, mandava a necessidade de constituir largas famílias, (chegou-se hoje à conclusão que não só acontecia por falta de existência de métodos contraceptivos, ou falta de ocupações e entretimento, mas o principal factor era a necessidade de criar o maior número de mão de obra, porque falamos de populações que vivem no campo, onde a agricultura de subsistência era uma forma de sobrevivência. Com o evoluir da mentalidade o alargar dos horizontes a vida canalizou-se toda ela para locais urbanos, então com o alto nível da taxa de natalidade e o crescente número de população activa, a população foi-se, ela mesma adaptando às necessidades da época, criando assim novos postos de trabalho e novas formas de economia, surgiram as fábricas grandes entidades empregadoras, a mão de obra especializada (pedreiros, sapateiros, carpinteiros) estava também em onda crescente, sabendo que, poucas eram as pessoas que arriscavam o mundo académico, pois era muito dispendioso, e pouco aliciante. Era escassa a diversidade de ramos de actividade, os serviços eram poucos ou quase nulos, oferecendo poucos postos de emprego.
  2. Hoje o desemprego é um problema que afecta a sociedade, as profundas mudanças de mentalidade são bem visíveis, a fraca taxa de natalidade, origina o envelhecimento da população, e a consequente diminuição da população activa, hoje a indústria tem vindo a sofrer alterações profundas, com os avanços tecnológicos, e com a necessidade de produção em massa, segue-se a teoria: (fazer bem e depressa, reduzindo os custos em mão de obra) a maquinaria é já parte integrante da nova indústria, agora substituiu-se o largo número de operários por uma máquina, apenas é necessário um ou dois técnicos especializados para manobrarem e assegurarem, a manutenção da mesma. Mas a variedade de ramos de actividade é cada vez maior, os serviços necessitam cada vez mais de profissionais, mas a mão de obra especializada é cada vez mais diminuta, correndo mesmo riscos de extinção.
  3. Será que existe falta de emprego? O problema não é a falta de desemprego, porque em tempos ultrapassados havia muita população activa, e muitos postos de trabalho, nesta época não se falavam de problemas como o desemprego, hoje vivemos um cenário onde, a população activa está cada vez mais diminuta e a variedade e os postos de trabalho são cada vez mais elevados, existe muito emprego, mas o desemprego é cada vez maior, isto só pode ter mesmo uma explicação; O problema desemprego, prende-se com, a possibilidade de hoje se poder ganhar dinheiro sem trabalhar. A mendicidade aumentou, sendo ela já feita por jovens saudáveis, que tem pavor ao trabalho, mas é na criação de subsídios que o estado atinge o papel de “causador” deste problema, “desemprego”, o fundo social, o rendimento mínimo garantido, entre outros apoios do estado, garantem às pessoas a possibilidade de viverem sem preocupações, sendo financiadas pelo estado.

[David Ponte]

1 Comments:

Blogger pontodevista said...

completamente de acordo

6:14 da tarde

 

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