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quarta-feira, dezembro 29

O que o tempo nunca apagará.

Indonésia
«O cheiro a morte espalha-se no ar. Em Banda Aceh, capital da província de Aceh na ilha de Sumatra, os corpos estão espalhados pelas ruas. “Não temos sacos suficientes”, lamenta-se à AP o coronel Budi Santoso. Nem mãos que possam dar conta da imensa tarefa. Também não há água, nem comida e muito menos combustível.»

Sri Lanka
«Ali, como noutros pontos do país devastados pela fúria das ondas, o dia foi passado a abrir valas para colocar os quase 20 mil mortos. Por falta de pás, os habitantes recorriam às pás de padeiro dos fornos comunitários para escavar a terra. Outros usavam as mãos para abrir a última morada dos seus familiares.»

Tailândia
«Bejkhajorn Saithong, de 39 anos, procura o corpo da sua mulher.”O meu filho está a chorar pela mãe. Acho que é ela. Reconheço a sua mão, mas não tenho a certeza.”»

Fonte “Público”, 29 de Dezembro de 2004.


[David Ponte]