Esta história passa-se em pleno séc. XV quando um jovem aventureiro proveniente da alta burguesia elabora a pedido do rei, um complexo e elaborado plano para partir através do desconhecido em busca de novas terras, para conquistar novas riquezas.
Construíra um plano ambicioso em conjunto com os seus melhores amigos que o ajudariam também a executá-lo, para além dos melhores amigos partem dois marinheiros experientes, que já antes tinham participado em tarefas idênticas, a bordo segue também um grupo de escravos liderados por um homem sereno de média idade, que aparentava uma sólida debilidade de liderança, devido à constante conspiração de um jovem de seu nome José, seguia também um velho sábio, era por ele que teriam de passar todos os planos ele decidia e aprovava as decisões de Manuel, era um homem com muita experiência, designado pelo rei, para ajudar Manuel a cumprir a sua missão, não era uma experiência pioneira, em novo este sábio fora líder de um grupo de escravos que partiram rumo ao infinito, na volta ocorreu uma tempestade, a Nau corria o risco de naufragar carregada de pérolas e especiarias, o jovem Jorge pôs toda a sua vida em risco e salvou a tripulação e toda a riqueza, grato pelo seu feito o rei tornou-o um homem livre, e desde então lhe depositou grande confiança, ia também um jovem de seu nome Paulo, cuja sua presença incomodava muito Manuel, mas era como um representante do povo, enviado pelo rei, era um jovem ambicioso inteligente, e bem amado por o povo e pelo rei. Os primeiros dias da aventura foram difíceis e conturbados, mas passado o primeiro mês a tripulação já se tinha habituado a estas difíceis condições, mas com o passar de vários meses começam as maiores dificuldades a surgir, a carência de bens de primeira necessidade a bordo, a falta de terra firme torna-se um obstáculo enorme no psicológico dos marinheiros que acusavam loucura, e a bordo criavam por vezes um clima de alguma tenção, mas prontamente resolvida, a embarcação possuía algumas “debilidades”, as tempestades eram constantes e duras, o velho sábio aparentava-se sereno era o único. Um dia aconteceu o “à muito esperado”, no horizonte apareceu terra, o tédio estava prestes a terminar, deu-se o desembarque aperceberam-se que chegaram a uma terra especial, parecia um paraíso, prontamente foram recebidos por musas e saciados por sereias. O Manuel fora quem mais se impressionava e cada vez mais ficava apaixonado por esta terra, certo dia durante um passeio, encontra quem ele menos esperara um grande amigo de infância o Pedro, detentor de uma loucura invulgar, adorava novas experiências, e era caracterizado por uma virtude, “começava tudo, mas nunca acabava nada”, durante a sua juventude após várias lutas de liderança com Manuel, decidiu partir numa aventura, e nunca mais ninguém o viu, “mas aqui estava ele!”, sempre irreverente. Aproximava-se o dia da partida não era este o local procurado, aqui as riquezas já estava bem exploradas, não havia mais lugar para pequenos aventureiros, então Manuel contou os seu desejos a Pedro, disse-lhe; que não queria mais embarcar naquela Nau, não esperava que a vida no mar fosse tão difícil, o que queria realmente era ficar naquele paraíso chamado “Europa”, contou-lhe o seu plano de fuga, que iria acontecer na noite anterior à partida, e pediu a Pedro que o substituí-se, Pedro aceitou era uma ambição desde novo liderar uma grande aventura pelo mar, e assim foi, o Manuel fugiu, e no dia da partida a desorganização instalou-se na Nau, quando o desconhecido chamado Pedro com os seus amigos apareceram trazendo consigo um documento escrito por Manuel, que prontamente entregou ao sábio, onde estava profundamente explicito a vontade de ser Pedro a substituir Manuel na aventura, ele não queria mais prosseguir, a revolta instalou-se a partida tinha de ser adiada, os escravos balbuciavam, e conspiravam para tomar o poder do navio, todas as responsabilidades caíram sobre o sábio que se encontrava profundamente chocado, era agora nele que caíam todas as responsabilidades de decisão. Ao fim de dois dias fora o prazo dado ao sábio para tomar difícil decisão, que pálido e bastante abatido saiu do seu quarto e dirigiu-se prontamente para junto daqueles, que esperavam as suas palavras, dá a conhecer alguns pontos de vista e diz, que tem que julgar pelos desejos de Manuel que era um enviado do rei, então devido a isso, Pedro era o novo líder. Que fora prontamente avisado que a sua liderança é posta em causa a partir do momento em que a instabilidade torne proporções volumosas, Pedro ouve e concorda, logo dá sinal aos seus amigos para tomarem a liderança da Nau, que expulsão os mais experientes e fieis de Manuel, que discordam desta decisão, controlam também a fúria dos escravos, que já tinham mandado o seu líder ao mar acusando-o de incapacitado, agora é José que assume a liderança dos mesmos, Paulo esse mostra-se pensativo, não vê com bons olhos este novo aliado, mas mostra-se satisfeito, pois outra decisão podia ter consequências desastrosas na sua sobrevivência, o clima de maior acalmia, só se consegue após um pedido racional do sábio.
Dá-se a partida, na esperança que o novo líder possua hegemonia suficiente para concluir este ambicioso projecto, mas desde cedo se mostrou inexperiente, as decisões eram por si deliberadas e por si postas em acção, não pedia concelhos a ninguém apenas se revelava a dois fieis amigos, um tal de Sarmento e um rapaz chamado Rui, que aproveitavam a grande confiança que Pedro lhe depositava para se afirmarem, eram dois rapazes terríveis e autoritários. O clima tornou-se pesado e a tenção estava presente em toda a parte do navio que avançava muito tímido, José conspirava, e pedia a liderança, o velho sábio tentava remediar os problemas e constantemente repreendia Pedro, de dia para dia havia um amigo de Pedro que caía ao mar, empurrado por Pedro, a sua ineficaz política e falta de contenção na gestão punham em causa toda a subsistência da tripulação, arrastando-a para um beco sem saída. Os escravos mostravam-se dia para dia, cada vez mais impacientes, mas a falta de aptidão de Pedro, não pôde mais ser suportada, o velho sábio foi de novo obrigado a intervir, e afastou Pedro e o seu grupo da liderança, ao saber desta decisão Paulo apreçou-se a fugir numa pequena embarcação a remos, que servia para desembarque nas praias, com a cabeça a prémio Pedro e o seu grupo vivem momentos de embaraço, os escravos tomavam o controlo da Nau, obrigando Pedro e os seus amigos a mandam-se à água. O velho sábio fora poupado, afinal tinha raciocinado e agido conforme mandava a “constituição” nunca conforme a sua consciência. Prossegui a viagem, os escravos assumiram o controlo, e José assumiu a liderança.
Hoje após exaustivos estudos, ainda não se sabe qual o destino de Pedro e os seus amigos, Paulo sabe-se que desembarcou algures num reino para os lados do Oriente onde voltou a ser bastante popular, o navio esse nunca chegou a lugar algum, a missão nunca foi ela terminada, pois José também fora ele um mau líder.
[David Ponte]