Cada dia és real como não eras,
e erras também, em outra fantasia;
o corpo que puseste não tem nada
da milagrosa carne em que te via.
Como gente banal é que te quero
no retrato inaugural da escola,
que as gerações futuras possam ter
por divertido talismã antigo.
Se te magoas, com saliva coloõ intervalo mental de que te queixas,
e sirvo vagos doces de canela
à lembrança que deixas nos sentidos;
ainda um dia terás o rosto humano,
que te possa beijar sem ser ferido.
[António Franco Alexandre]

1 Comments:
Lindíssimo e inefável...
Beijos
4:23 da tarde
Enviar um comentário
<< Home