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segunda-feira, junho 13

Eugénio de Andrade (1923-2005)



Surdo, Subterrâneo Rio

Surdo, subterrâneo rio de palavras
me corre lento pelo corpo todo;
amor sem margens onde a lua rompe
e nimba de luar o próprio lodo.


Correr do tempo ou só rumor do frio
onde o amor se perde e a razão de amar
surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?

[Eugénio de Andrade]

1 Comments:

Blogger hfm said...

"surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?"

Bela escolha.

9:43 da manhã

 

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